O que aconteceu
A Amazon aposentou a marca Kindle Unlimited, criada em 2014, e passou a exibir Kindle+ no site brasileiro, no aplicativo Kindle e nas páginas dos próprios leitores. A mudança chegou sem evento de lançamento: simplesmente apareceu nas páginas da loja, que agora convidam o usuário a "assinar o Kindle+".
Nos Estados Unidos, o rebatismo veio junto com um reforço de verdade: milhares de audiolivros entraram no plano sem custo extra, parte deles narrada por vozes sintéticas, e alguns títulos permitem alternar entre ler e ouvir do ponto onde você parou. A Amazon também abriu a publicação de audiolivros para autores independentes no KDP.
O que muda para você
No Brasil, quase nada além do nome. O valor segue em R$ 24,90 por mês, o mesmo desde o reajuste de 2025 (antes eram R$ 19,90), e as regras continuam iguais: até 20 títulos emprestados ao mesmo tempo, sem prazo de devolução. Quem já paga não precisa refazer nada, porque histórico, anotações e marcadores foram migrados automaticamente.
O ponto que frustra: os audiolivros incluídos no plano ficaram restritos aos EUA, e a Amazon não deu data para o Brasil. Por aqui, quem quer ouvir livros segue dependendo do Audible, cobrado separadamente. Também vale lembrar que o Kindle+ não está incluído no Prime; são cobranças distintas.
Na prática, a decisão de assinar continua sendo matemática simples: se você lê mais de um livro por mês e o que você quer ler está no catálogo, o plano costuma compensar. Antes de assinar, pesquise os títulos desejados, porque nem tudo que a loja vende entra no Kindle+. Novos assinantes ainda contam com 30 dias de teste.
Contexto
O serviço nasceu como uma espécie de "Netflix de livros" e foi crescendo com e-books, mangás, quadrinhos e revistas. A troca de nome acompanha a estratégia da Amazon de juntar leitura e áudio sob uma marca só, algo que já existe em concorrentes de audiolivros. Para o leitor brasileiro, a novidade relevante continua sendo o catálogo, que é o mesmo de antes.
Dá para usar o Kindle+ no app gratuito de celular, tablet ou computador. Só que quem lê muito costuma esbarrar em dois incômodos: cansaço visual na tela LCD/OLED e a bateria do celular indo embora. É aí que um leitor com tela de tinta eletrônica faz diferença, com bateria que dura semanas e leitura confortável até sob o sol.
Para quem quer comprar um leitor agora
Se a ideia é aproveitar o Kindle+ de verdade, o Paperwhite é o equilíbrio mais citado: tela maior, iluminação ajustável e resistência à água para ler na piscina ou no banho.
Kindle Paperwhite 16GB (2024)

Quem lê muito mangá e HQ pode considerar o modelo com tela colorida; quem quer gastar menos e lê principalmente texto corrido fica bem servido com o Kindle básico.