O que é GEO e por que ele virou assunto de dono de empresa
Quando alguém pergunta ao ChatGPT "qual dentista atende aos sábados em Divinópolis" ou pede ao modo IA do Google uma comparação de orçamentos, a resposta já vem pronta, com poucos links ao lado. Quem não aparece nesses links simplesmente não entra na conversa.
O próprio Google explica que o AI Overviews e o AI Mode usam uma técnica chamada query fan-out: a IA dispara várias buscas relacionadas por subtema e reúne páginas de apoio para montar a resposta. Na prática, uma página que responde bem a uma pergunta específica tem mais chance de ser puxada do que uma home genérica com "soluções inovadoras".
A boa notícia: segundo a documentação oficial do Google, não há requisito técnico extra para aparecer nos recursos de IA. A página precisa estar indexada e apta a mostrar snippet. Ou seja, GEO começa onde o SEO bem feito já está.
Passo 1: deixe os robôs de IA entrarem no site
Muito site bloqueia robôs sem saber, por regra antiga no robots.txt, firewall agressivo ou proteção do provedor de hospedagem. Confira três nomes:
- Googlebot: é o mesmo robô da busca normal que alimenta os recursos de IA do Google. Bloqueou ele, sumiu de tudo.
- OAI-SearchBot: é o robô que a OpenAI usa para mostrar sites na busca do ChatGPT. A OpenAI diz que sites que bloqueiam esse robô não aparecem nas respostas de busca do ChatGPT e que a mudança no robots.txt leva cerca de 24 horas para valer.
- GPTBot: esse é para treino de modelo, e é independente do anterior. Dá para bloquear o GPTBot e liberar o OAI-SearchBot, se você não quiser que seu texto vire treino.
Um detalhe que pega muita gente: o firewall da hospedagem (WAF ou CDN) também precisa deixar esses robôs passarem. O robots.txt liberado não adianta se o servidor devolve erro 403 para eles.
Passo 2: escreva páginas que respondem uma pergunta de cada vez
A IA cita trechos. Então cada serviço importante merece uma página própria, com a pergunta do cliente no título e a resposta logo no primeiro parágrafo. Compare:
- Fraco: "Oferecemos soluções completas em estética automotiva."
- Citável: "Fazemos polimento técnico em Divinópolis a partir de R$ 350, em 1 dia, com garantia de 6 meses."
A segunda frase tem cidade, preço, prazo e garantia. É exatamente o tipo de dado que a IA procura para responder "quanto custa polimento em Divinópolis". Inclua também uma seção de perguntas frequentes real, com as dúvidas que chegam no seu WhatsApp, não perguntas inventadas.
O Google reforça na mesma documentação: conteúdo importante precisa estar em texto. Preço dentro de imagem, cardápio em PDF escaneado e informação escondida em vídeo não são lidos do mesmo jeito.
Passo 3: dados estruturados e Perfil da Empresa batendo com o site
Dados estruturados (schema.org) dizem à máquina o que é cada informação: nome da empresa, endereço, horário, avaliações, perguntas frequentes. A regra do Google é simples: o schema tem que bater com o texto visível da página. Schema dizendo uma coisa e página dizendo outra é sinal de pouca confiança.
O Google também lista, entre as boas práticas para os recursos de IA, manter o Perfil da Empresa atualizado. Endereço, telefone e horário iguais no site, no Perfil da Empresa e nas redes evitam que a IA misture dados ou cite um telefone antigo.
Para quem tem negócio local, isso conversa direto com o que já explicamos em site profissional com SEO incluso.
Passo 4: seja citado fora do seu site
A IA confia mais no que aparece em vários lugares. Algumas ações que funcionam para empresa pequena:
- Pedir avaliação no Google aos clientes satisfeitos, com o nome do serviço no texto.
- Aparecer em portais da cidade, associações comerciais e listas de fornecedores do seu setor.
- Publicar conteúdo com seu nome e cargo: "segundo Fulano, dono da Oficina X" é o tipo de frase que vira fonte.
Nada disso é instantâneo. Pense em meses, não em dias, e desconfie de quem promete "colocar sua empresa no ChatGPT" em uma semana.
Passo 5: grave conteúdo próprio com equipamento simples
O Google cita imagens e vídeos de qualidade como apoio ao texto. Vídeo curto mostrando o serviço, foto real da equipe e tutorial respondendo dúvida de cliente reforçam a página. Não precisa de estúdio: um notebook decente para editar, uma webcam Full HD e uma luz frontal já resolvem.
Notebook para editar e publicar: Acer Aspire 5 Ryzen 5 16 GB
Os 16 GB de RAM seguram navegador, editor de vídeo leve e planilha abertos ao mesmo tempo. O ponto fraco é o SSD de 256 GB, que enche rápido com vídeo; use HD externo ou nuvem.

Webcam para reunião e vídeo curto: C3Tech WB-100BK Full HD
Grava em 1080p a 30 fps e tem microfone embutido. Serve bem para depoimento e reunião com cliente; para áudio caprichado, um microfone de lapela faz mais diferença que trocar a câmera.